Governo contradiz-se<br>nos poderes do BCE

Anteontem, no final de uma reunião com o primeiro-ministro, sobre a próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia (hoje e amanhã, em Bruxelas), o secretário-geral do PCP criticou a impotência do Governo português face a um novo aumento das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE) e considerou a agenda da União Europeia prejudicial aos interesses nacionais.
Em declarações aos jornalistas, Jerónimo de Sousa condenou o poder discricionário, dos burocratas do BCE, de decretarem aumentos das taxas de juro, decisão que prejudicará gravemente os portugueses".
«Este aumento das taxas de juro irá juntar-se a outros aumentos no início deste ano, como os que respeitam aos preços do pão, da energia, dos transportes e das rendas de casa», salientou Jerónimo de Sousa.
Quanto aos poderes do BCE, o dirigente comunista apontou «uma grande contradição» no discurso do Governo, quando este admite que nada pode fazer para travar o novo aumento das taxas de juro. «Quem nomeou e deu poder a esses burocratas do BCE? Quem lhes deu esses poderes foi o Governo português e outros», notou Jerónimo de Sousa, defendendo que os poderes do banco central «têm de ser devolvido aos eleitos pelos cidadãos».
O secretário-geral do PCP classificou como pouco ambiciosa a agenda em discussão no Conselho Europeu, que, mesmo assim, se mostra prejudicial aos interesses de Portugal. Revelou que, «na conversa com o primeiro-ministro, sublinhei a preocupação do PCP em relação à perspectiva de um novo alargamento da União Europeia. O mais recente alargamento já foi extremamente prejudicial aos interesses da economia portuguesa, que sofreu a concorrência desses novos países».


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